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Os carros e os caminhos

Podemos não ter mais apenas velhas carroças para nos locomover pelas ruas e estradas da cidade e do país, mas estas não foram feitas para as máquinas modernas...

Antonio

26 de setembro de 2019 | 09h22

Na década de 1990, o então Presidente Collor declarou que o Brasil não tinha carros, tinha carroças e que era hora de mudar aquele quadro.

Sua primeira ação foi liberar a importação de veículos russos, marca Lada, que faziam nossas carroças parecerem carruagens.

Dos primeiros Ladas aos dias de hoje, o Brasil percorreu um longo caminho e, atualmente, não há como não dizer que nós temos de tudo, desde antigas carroças até modernos veículos híbridos, para não falar nos carros de luxo do mais alto luxo, em qualquer parte do planeta.

As velhas carroças vão cada dia mais sumindo das ruas. Já não vemos Brasílias, Fuscas, Opalas e Corcéis com regularidade.

Agora os carros velhos são imponentes BMW’s, Mercedes, Camrys, Acords e toda uma série de SUV’s que ainda fazem bonito, apesar da idade.

Com a modernidade e os japoneses, vieram também outras marcas asiáticas, carros de primeiro mundo, em conforto, desempenho, desenho e durabilidade.

Mas se muitas estradas paulistas mudaram de cara e estão preparadas para receber as novas máquinas desenhadas para as ruas da Europa, Japão e Estados Unidos, várias outras continuam caminhos de tropa e as ruas das cidades brasileiras são verdadeiras pistas de teste para veículos militares fora de estrada.

Quem paga a conta são os carros modernos, na maioria baixos e com pneus feitos para ruas completamente diferentes das nossas.

Trafegar pelas estradas brasileiras é uma ameaça à segurança de quem vai nessas máquinas. Bater embaixo, cair num buraco e estourar o pneu, raspar é questão de segundos. Quando se percebe, já foi.

É que as nossas ruas continuam desenhadas para nossas velhas carroças. As máquinas modernas não foram feitas para elas.

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