Os ipês ganham de goleada

Temos que imitar os ipês, que, sabendo que a vida pega pesado, não brincaram em serviço, mas jogaram sério, para ganhar ou ganhar!

Antonio

09 Outubro 2018 | 09h17

Enquanto o Brasil, apavorado, esperava o resultado de uma das mais dramáticas eleições de nossa história, os ipês deram show, olé e ganharam de goleada.

Ganhasse quem ganhasse para presidente, o quadro seria negro, as possibilidades nebulosas e o cenário futuro bastante incerto. Nem todos eram iguais e o que poderia ser melhor teve uma campanha pífia.

A briga era de cachorro grande, mas não tinha o que fazer. O que os cachorros nos prometiam era apenas o ruim, a mentira, o populismo, a enganação, a bandalheira e a certeza de que a canoa iria fazer água.

Quem parava para pensar via que o cenário era de tempestade à frente e que o barco estava em más condições para enfrentá-la com chances de se sair bem e entrar no porto navegando e não um destroço.

Eleição é coisa séria. Nós já vimos o que acontece quando se faz besteira em nome do voto. Nós sabemos que nossos líderes são fracos e, mesmo os que posam de estadistas, não passam de pintos molhados mais interessados em salvar uma biografia medíocre, que será vagamente lembrada pela história.

Não era hora de aventura. O que estava em jogo era a felicidade da nação e a chance de resgatarmos a possibilidade de um futuro melhor, mais justo e mais humano para todos os brasileiros.

Os ipês sabem que a vida pega pesado, por isso não brincaram em serviço e entraram em cena jogando sério, com vontade, empenho e sangue nos olhos. Era para ganhar ou ganhar.

As floradas estavam deslumbrantes. Os ipês roxos entraram em cena mostrando que não estavam de brincadeira. Depois vieram os outros, os amarelos, os brancos e os rosas, um mais bonito que o outro, todos somando para garantir o resultado do jogo. Que tal imitar os ipês?