Os números não mentem

Os números indicam que o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas não foi obra do acaso. Você precisa levar esses dados em conta e vacinar seu filho!

Antonio

13 de setembro de 2019 | 08h07

Até pouco antes da Segunda Guerra Mundial, a expectativa de vida no Brasil mal chegava nos 45 anos e na Europa a situação não era muito melhor, com as pessoas vivendo em média algo próximo dos 50 anos.

Antes disso, no século 19, a Europa era regularmente varrida por epidemias, que matavam dezenas de milhares de pessoas em cidades como Londres, Paris, Roma ou Berlim.

Na Idade Média, a peste negra matou mais de 1/3 da população europeia, dizimando cidades e regiões inteiras ao longo dos vários ciclos em que a doença recrudescia e depois se acalmava.

No século 19 e começo do século 20, a sífilis cobrou alto preço de sociedades inteiras, incluída a brasileira, que pagou caro em função da expansão da doença. E a tuberculose não ficou atrás.

Logo depois da carnificina da Primeira Guerra Mundial, a gripe espanhola devastou o mundo, matando milhões de pessoas em todos os continentes.

A lista é quase infindável, passando pela poliomielite, sarampo, caxumba, catapora, rubéola, febre amarela, malária, hanseníase, etc.

Curiosamente, depois da Segunda Guerra Mundial, boa parte das doenças endêmicas e epidêmicas retrocederam ou mesmo foram extintas em bom número de países.

Isto não aconteceu por obra do acaso. Aconteceu em consequência de fortes campanhas de vacinação, ao mesmo tempo que o emprego de medicamentos modernos, como os antibióticos e as sulfas, combateu eficientemente a evolução das moléstias.

É apavorante não levar esses dados em conta e imaginar que vacinas e remédios fazem mal. O que mata são as doenças. O que salva são as vacinas e os medicamentos modernos. Vacinar seu filho é a sua melhor defesa.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.