Paralelepípedos

Paralelepípedos foram usados em muitas ruas das maiores cidades do mundo. O problema é a sua manutenção...

Antonio

10 de outubro de 2019 | 13h16

Paris tem paralelepípedos. Roma, Londres e Hamburgo também. Quer dizer, as ruas serem calçadas com pedras ou asfaltadas não faz muita diferença, o que faz diferença é a manutenção que é dada.

São Paulo abriu mão dos paralelepípedos faz tempo. A maioria de nossas ruas é asfaltada. Os paralelepípedos estão por baixo ou, nem isso, simplesmente nunca foram colocados. O pavimento sempre foi asfalto, até porque numa cidade como São Paulo, que cresce desordenadamente, numa velocidade impressionante, seria impossível pavimentar todas as ruas empregando os bons e velhos paralelepípedos utilizados no passado.

A questão não é o tamanho da rua, a questão é quando o projeto foi desenvolvido. Vias mais antigas, em cidades como Paris, Londres, Hamburgo ou Roma foram e continuam sendo pavimentadas com pedras em vez de asfalto.

E são lisas, perfeitas para os veículos trafegarem por elas, sem ondulações ou buracos que coloquem a segurança ou o conforto das pessoas em risco.

O asfalto é mais moderno, mais fácil e mais barato de ser instalado. É verdade que não tem a resistência das pedras de granito, mas com boa conservação dura muito e dá conta do recado por longas décadas.

Onde a vaca vai para o brejo é na manutenção. Se a via não é regularmente reparada, começa a ceder, forma ondulações, que crescem rapidamente, se transformam em costelas de vaca, depois em buracos e finalmente em crateras.

Quem morre com a conta são os veículos que trafegam por ela. Um dia vai pneu, no dia seguinte roda e depois a suspensão. E a situação fica mais crítica quando alguns dos carros em questão são fabricados para trafegar nas boas ruas de paralelepípedos de seu país de origem.

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