Big techs

Banco Central vê Apple, Google, Facebook e Amazon como grande desafio de regulação

Paralelepípedos

Paralelepípedos foram usados em muitas ruas das maiores cidades do mundo. O problema é a sua manutenção...

Antonio

10 de outubro de 2019 | 13h16

Paris tem paralelepípedos. Roma, Londres e Hamburgo também. Quer dizer, as ruas serem calçadas com pedras ou asfaltadas não faz muita diferença, o que faz diferença é a manutenção que é dada.

São Paulo abriu mão dos paralelepípedos faz tempo. A maioria de nossas ruas é asfaltada. Os paralelepípedos estão por baixo ou, nem isso, simplesmente nunca foram colocados. O pavimento sempre foi asfalto, até porque numa cidade como São Paulo, que cresce desordenadamente, numa velocidade impressionante, seria impossível pavimentar todas as ruas empregando os bons e velhos paralelepípedos utilizados no passado.

A questão não é o tamanho da rua, a questão é quando o projeto foi desenvolvido. Vias mais antigas, em cidades como Paris, Londres, Hamburgo ou Roma foram e continuam sendo pavimentadas com pedras em vez de asfalto.

E são lisas, perfeitas para os veículos trafegarem por elas, sem ondulações ou buracos que coloquem a segurança ou o conforto das pessoas em risco.

O asfalto é mais moderno, mais fácil e mais barato de ser instalado. É verdade que não tem a resistência das pedras de granito, mas com boa conservação dura muito e dá conta do recado por longas décadas.

Onde a vaca vai para o brejo é na manutenção. Se a via não é regularmente reparada, começa a ceder, forma ondulações, que crescem rapidamente, se transformam em costelas de vaca, depois em buracos e finalmente em crateras.

Quem morre com a conta são os veículos que trafegam por ela. Um dia vai pneu, no dia seguinte roda e depois a suspensão. E a situação fica mais crítica quando alguns dos carros em questão são fabricados para trafegar nas boas ruas de paralelepípedos de seu país de origem.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: