Pasme! Não é obrigatório!

Tudo bem que não é obrigatório, mas será que não vale usar o bom senso?

Antonio

25 de abril de 2019 | 09h22

Vivendo e aprendendo. Sempre tive como certa a informação que me foi dada há alguns anos por um amigo ciclista veterano e inveterado, destes que saem de São Paulo e se aventuram pelas estradas até chegar em alguma cidade a mais de 100 quilômetros de distância, como Ubatuba ou outra no gênero.

Pois pasme! O capacete não é equipamento obrigatório para quem pedala sua magrela! Isso mesmo, quem anda de bicicleta não precisa usar capacete. O seu uso é apenas uma recomendação.

Eu sei a importância de pedalar usando capacete. Sofri um acidente na Cidade Universitária e só não morri ou fiquei com alguma sequela muito séria porque estava de capacete.

A pancada no asfalto foi tão forte que rachou o capacete. A consequência foi ter sido levado para o Hospital Universitário, onde um cirurgião excepcionalmente competente refez meu lábio superior, que ficou pendurado feito uma tromba.

Não sou especialista em segurança de bicicleta, nem quero ser. Mas usar capacete me parece medida, no mínimo, de extremo bom senso. As chances de cair de uma bicicleta são tão grandes ou maiores do que cair de uma moto.

Se na moto o capacete é obrigatório, mais uma razão para ser obrigatório para os ciclistas, também. Aliás, como acontece nas corridas.

Cabeça é coisa séria. Os danos causados por um acidente podem ser irreversíveis. E bater a cabeça num tombo de bicicleta é coisa fácil.

No entanto, o nosso Código de Trânsito, que dispõe sobre tudo e muito mais, não coloca o capacete como item obrigatório.

Não é por isso que você não vai usá-lo. A diferença entre você continuar vivo ou morrer pode depender dele. Pense nisso e se proteja.

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