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Pequenas batidas

Numa cidade como São Paulo, são situações normais de cada dia. Mas tem quem insista em tornar uma batidinha, sem prejuízo para ninguém, num grande evento...

Antonio

24 de janeiro de 2020 | 10h20

De repente, o carro da frente breca. Com razão ou sem razão, ele breca, para, ou diminui sensivelmente a velocidade. Você vem atrás, um pouco distraído, e, quando vê, taca o pé no breque, o carro para, mas quando para, para encostando no para-choque do carro da frente.

Na maioria das vezes as pessoas nem param. Sabem que não aconteceu nada, que foi apenas um toque. Emparelham os carros, o de trás pede desculpas e todo mundo toca em frente porque quem fica parado é poste e quem anda de lado é caranguejo.

São situações normais no dia a dia da cidade grande. Da mesma forma que você é o motorista do carro de trás, amanhã você pode ser o motorista do carro da frente. Tem coisas muito mais sérias para nos preocuparem ou fazer perder tempo.

Mas tem o motorista que faz questão de parar. Para no meio da rua, pouco se lixando com os carros que vêm atrás. Desce indignado, vai até a traseira, olha e, apesar de ver que não aconteceu nada, faz questão de ir até o carro que encostou no dele, bate no vidro e começa uma discussão.

“Você não olha pra frente? Não presta atenção no trânsito? Não guarda distância? Não viu que eu brequei? Estava falando no telefone?…”

Você, pacientemente, responde que não aconteceu nada, que está tudo certo, que estão atrapalhando o trânsito, mas não adianta, ele quer que você desça e olhe o para-choque do carro dele.

Você desce, vai até a frente do seu carro, olha os para-choques, mostra que não aconteceu nada, mas não adianta. Ele passa o dedo em busca de um ponto sem tinta, de um furinho que seja. Não encontra.

Você volta para o seu carro, ele puxa seu braço, quer seu telefone, tira foto da sua placa. Só então ele entra no carro e vai embora xingando. Que pena que o mundo virou isso.

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