Praça Villaboim

A Praça Villaboim continua lá, no seu mesmo formato e uso, há muitas décadas. E sempre será um cantinho especial em Higienópolis.

Antonio

13 de janeiro de 2020 | 10h41

A primeira praça em que eu brinquei foi a Praça Villaboim, em Higienópolis. É um triângulo pequeno, encravado entre duas ruas, uma indo e ligando o bairro à cidade, e outra vindo, ligando o bairro ao bairro.

No meio da praça tem uma figueira benjamim que impõe respeito. E em volta pontificam algumas tipuanas bem grandes. A soma de todas essas árvores faz a praça ser um lugar fresco, ou pelo menos mais fresco do que o resto da cidade. A sombra quase que permanente garante alguns graus a menos, mesmo nos dias absurdamente quentes do verão.

Em um de seus lados a praça tem por companhia casinhas geminadas, com lojas, barbearia, bares e restaurantes para os vários gostos dos moradores do bairro.

Outro é inteiramente ocupado pelo complexo do Edifício Louveira, construído por meu tio Alfredo Mesquita há coisa de setenta anos. Como meus pais foram morar lá logo depois que eu nasci, brincar na praça era uma consequência lógica.

O terceiro lado também é basicamente composto por prédios que embaixo têm farmácia e loja de pet.

Um ex-prefeito decidiu cercar a praça com ciclovias. O resultado foi um desastre de tal tamanho que, mesmo jurando que não alteraria o traçado original, ao ver a reação dos comerciantes, o ex-prefeito não esperou o segundo bufo para mudar o traçado da ciclovia, que continuou ruim, mas menos ruim do que antes.

Hoje a praça continua recebendo crianças para brincarem no seu playground. Está reformada, limpa e bem tratada. E a sua banca de jornal continua sendo das mais bem abastecidas e bem cuidadas da cidade.

É curioso como certas áreas nos atraem. Para mim, Higienópolis é e sempre será um lugar especial.

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