Prova de vida

Provar que você está vivo é mais complicado do que parece ou do que você pensa...

Antonio

03 de dezembro de 2019 | 12h22

Um belo dia descobri que não estava recebendo minha aposentadoria. Fui tentar entender o porquê e descobri que eu não tinha feito minha prova de vida e que, portanto, o benefício estava suspenso porque eu poderia estar morto.

Fui ao banco e provei que eu estava vivo. Apesar de movimentar minha conta regularmente e conversar com a gerente de tempos em tempos, precisei mostrar meu documento de identidade, que foi copiado para ser enviado ao INSS para provar que eu estava vivo.

Não adiantou. Precisei entrar em contato com o INSS e abrir um requerimento para realização de prova de vida. O assunto ficou em análise algum tempo, após o qual, depois de meia hora aguardando no telefone, consegui falar com uma funcionária do INSS que foi simpática e eficiente no atendimento e que me deu o caminho das pedras.

Fez todas as perguntas que provassem que eu era eu, começando por nome completo, idade, endereço e o mais que o roteiro exige que ela tire a limpo. Acabado o interrogatório, com as respostas batendo, ela me passou para o agendamento, que me ofereceu algumas datas para eu ir ao INSS provar que estou vivo.

O que causa espanto é que, quando as pessoas morrem, ao registrar o atestado de óbito, o cartório informa o INSS sobre a morte. Então não há razão prática para o segurado ter que provar que está vivo. A informação do cartório deveria ser suficiente para o INSS dar baixa.

Mas, na prática, não é assim que funciona. Tanto faz o banco garantir que você está vivo ou você falar no telefone com a funcionária do Instituto.  Não serve como prova de que você está vivo. Para chegar nos finalmentes, e provar ao vivo e em cores que você está vivo, você tem que ir de corpo e alma, com R.G. e CPF, à agência do INSS responsável por você.

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