Quem vai, vai. Ou não.

Se você quer ir e quer chegar, observe todas as condições, porque ir pode ser muito perigoso!

Antonio

10 de maio de 2019 | 11h39

Quem vai, vai. É a lógica do ato de ir, mas, como diria um português meu amigo, pode ser que não. Ter intenção de ir não significa que o interessado foi.

Há dezenas de razões para alguém querer ir e não ir. Desde perder a vontade até ser impedido, além de outros fatores estranhos que podem interferir na ação, causas inesperadas podem impedir a ida.

Então quem vai, acaba não indo. “E nóis enganemo ocês. Nóis fumo mais vortemo, ói nóis aqui tra’vez”.

Ir é ato de vontade com movimento. Ninguém vai se fica parado. O movimento tem que completar a intenção. Sem o movimento, ir é vontade, desejo, algo que pode ou não acontecer, que só se materializa no instante em que o movimento tem início.

Normalmente, quem vai, vai. Quer dizer, quem sai para ir vai, percorre o roteiro, faz o percurso e chega onde pretendia chegar.

Mas aí, mais uma vez, entra em cena meu cartesiano amigo português e levanta nova objeção.

Tudo bem, sair a pessoa saiu, mas chegar é outra coisa. Ter saído não implica em ter chegado. Mais uma vez, pode ser que sim, pode ser que não. Cada coisa é uma coisa. Como me disse um taxi em Lisboa:  se formos sempre em frente chegamos na estátua de D. José, se vamos parar não sei.

No meio pode acontecer um acidente que impeça de seguir viagem. Pode aparecer algo mais interessante para fazer ou que um motivo urgente interrompa o caminho. Quem sabe? O mundo é cheio de imprevistos.

Querer e poder são coisas diferentes. Por isso, quem vai pode não ir. Ou sair e não chegar.

Se você quer ir, se assegure que o tempo está bom, que o vento é brisa e que os santos estão do seu lado. Ir pode ser muito perigoso.

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