Só é levado a sério aqui

Em meio a tantas coisas que deveriam realmente ser levadas mais a sério, só aqui é que tem gente que ainda leva o comunismo a sério...

Antonio

29 de novembro de 2018 | 07h17

A China é o maior importador de Ferraris, Mercedes, Porshes e outros carros caros. Todas as marcas de luxo estão lá, em lojas deslumbrantes, com seus produtos mais caros nas vitrines.

Na Rússia, os antigos membros do Partido se transformaram em alguns dos homens mais ricos do mundo, donos de iates, jatos executivos e anfitriões de festas na Cote d’Azur de deixar Calígula com inveja.

A Coreia do Norte não pensou duas vezes. Como não entrava por bem, fabricou bombas atômicas para ser aceita pelos Estados Unidos, entrar no mundo capitalista e encerrar décadas de miséria ideológica.

Na Itália, até há pouco lar do maior partido comunista do ocidente, ninguém sabe onde seus membros se esconderam, mas faz muito tempo que não têm qualquer participação nas eleições.

A boa e velha Cuba, exemplo de sucesso para nossos socialistas, de Lula a Dirceu, de Fernando Henrique a Manuela, faz o que pode para se reaproximar dos Estados Unidos e, em nome de uma antiga amizade, interrompida por engano, voltar a cair nas boas graças de Tio Sam.

Só Brasil, Venezuela e Bolívia ainda levam o comunismo a sério, capaz de fazer o bem brotar da terra e inundar a pátria com a felicidade no coração dos pobres redimidos pela divisão da riqueza dos que têm mais em favor dos que têm menos, claro que pagando um pedágio para os que promovem a mudança – nossos gloriosos políticos.

É lembrar a sogra de um ex-governador socialista indo de jatinho para os Estados Unidos; é ver o padrão de vida do José Dirceu e do Palocci ou quanto os envolvidos na Lava Jato embolsaram, sem dividirem nada com os mais pobres, para perceber que não é sério. Mas tem gente que leva a sério e discute o comunismo como se a solução ou o perigo estivesse nele. É tanta fé que até os comunistas do velho Partidão ficam com inveja.