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Tem mais resedá no pedaço

Não sei sua origem, assim como de muitas outras plantas levadas para lá e para cá. Mesmo assim, vale a pena simplesmente observar os resedás floridos.

Antonio

14 de janeiro de 2020 | 11h45

Os resedás não são famosos como os ipês ou as azaleias, mas ocupam seu espaço nas calçadas da cidade. A maioria das pessoas não sabe que eles são resedás. Tem gente que acha um monte de coisas. De pau brasil para fora, os resedás se prestam a serem todas as árvores, a maioria das vezes precedidos de um “eu acho…”, mas achar não adianta porque não explica quem eles são, nem o que fazem, mal e mal dá para dizer: “olha como são bonitos, sejam lá quem forem”.

Não são árvores grandes. Honestamente, não sei sua origem. Pelo nome imagino que sejam brasileiros, mas neste mundo em que, há mais de quinhentos anos, os portugueses carregaram plantas de todos os tipos para todas as partes, só imaginar pode ser muito pouco para explicar a origem desta ou daquela espécie.

Quem diria que os coqueiros da Bahia não são baianos e que, quando os portugueses descobriram o Brasil, não tinha um único coqueiro da Bahia na Bahia?

Pois é, não tinha, como não tinha batata ou milho na Europa. Nem mangueiras de vários tipos nos primeiros pomares das casas grandes das fazendas de café.

As mangueiras foram trazidas da Índia, como os jacarandás mimosos foram levados do Brasil para Lisboa, onde até hoje enfeitam as ruas, florindo em maio.

As mudanças do meio ambiente começaram faz muito tempo, quando o primeiro homem saiu da África levando sabe Deus que semente para outras terras que tinham outras espécies.

Nada de novo debaixo do sol. Por isso vamos simplesmente olhar os resedás floridos e deixar a filosofia viajar no vento com cheiro de terra molhada que passa pelas árvores anunciando chuva.

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