Tem risco no pedaço

Novas formas de locomoção estão aí e sua utilização vem aumentando. Bicicletas, patinetes, skates... Bom senso nunca é demais. Por que não proteger sua cabeça com um capacete?

Antonio

08 de abril de 2019 | 11h58

A Silvia, minha ouvinte na Rádio Eldorado, me escreveu levantando um problema de segurança sério, que precisa ser administrado, sob risco de termos uma série de acidentes que podem se tornar graves.

Faz tempo que eu escrevo sobre a necessidade dos ciclistas usarem capacete. Não tem cabimento alguém rodar de bicicleta sem proteger a cabeça, ainda mais numa cidade como São Paulo, onde os acidentes podem acontecer pelos mais variados motivos, de buracos a atropelamentos.

É comum vermos pessoas pedalando, contentes, magrelas públicas ou de aplicativos, felizes da vida, sem capacete, como se o risco de cair e bater a cabeça não existisse.  Bom senso não faz mal a ninguém.

Não tem cabimento pedalar nas marginais. Nos países desenvolvidos isso é proibido. Cada forma de transporte deve ter suas regras e sua utilização pensada de acordo com o equipamento.

É aí que a Silvia tem razão. Os patinetes estão se espalhando e pouquíssima gente que os utiliza pensa em colocar capacete para seguir viagem.

Capacete não é enfeite. Se fosse, os pilotos de fórmula 1 não seriam obrigados a usá-los. Capacete salva vidas, protege, evita danos mais sérios à cabeça.

Da mesma forma que os patinetes não foram feitos para serem usados na contramão de ruas de movimento, os capacetes precisam ser adotados, sob risco de termos uma nova fonte de acidentes graves.