Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Termômetro de precisão

É no trânsito que se pode medir com precisão a temperatura nacional. E nos mostra que ela está assustadora, apavorante!

Antonio

04 de outubro de 2019 | 10h34

A sociedade brasileira está adrenalinada, com a sensibilidade à flor da pele e as certezas sobre as outras certezas tirando faísca de pedra na beira da estrada.

É impressionante como perdemos a amabilidade e as boas maneiras. Agora é no coice, ou no berro, e tem gente que quer que seja na bala.

Já acabou mal. Para mudar o quadro serão necessárias duas ou três gerações, e isso se começar rápido.

É verdade, o quadro não é brasileiro. Os tiroteios nos Estados Unidos, os quebra-quebras na França, as dificuldades para o BREXIT na Grã-Bretanha, mostram que o mundo enlouqueceu e que não tem jeito, nem chance de mudar o quadro, pelo menos enquanto as coisas prosseguirem como vão.

Mas eles para mim são problemas deles. Como dizia o grande filósofo William Scott Pitt em sua magistral aula sobre a solidariedade humana: “você pra mim é problema seu”.

Pois é, nunca o Brasil levou o filósofo tão a sério como nos dias de hoje. Ninguém olha para o lado, ninguém pede licença, ninguém dá bom dia.

É cada um por si e o diabo por todos, com o forte auxílio dos marronzinhos da CET, que montam o cenário ideal para as coisas desandarem várias vezes por dia.

É no trânsito que a temperatura nacional pode ser medida com precisão. As cenas de violência, intolerância, falta de paciência e solidariedade são assustadoras, para não dizer apavorantes.

Quem trafega pelas marginais no final do dia sabe o que isso quer dizer. O trânsito se arrasta quase parado, mas, se alguém quer mudar de faixa, não consegue, ou porque as motos não deixam, ou porque o motorista ao lado joga seu carro em cima.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.