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E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Um ano pra dar certo

Segundo todas as previsões, em 2018 a economia cresce e, com este crescimento, aumenta a demanda por proteção. Com muito profissionalismo, o mercado de seguros tem tudo pra se dar bem.

Antonio

10 de janeiro de 2018 | 12h54

Futurologia é assunto complicado. Então, o cenário para o Brasil em 2018 precisa ser tratado com algum cuidado. Não adianta ser mais otimista do que o país permite, da mesma forma que não adianta ser mais pessimista do que os dados apontam.

O fato incontroverso é que o atual governo é composto por profissionais da política que conseguiram virar o jogo, administrar as relações com o Congresso e com o Judiciário e ainda por cima colocar na linha de frente uma equipe econômica com credibilidade dentro e fora do país.

Os resultados estão nos noticiários: mês a mês o país vai se recuperando, a economia vai dando sinais de vida, o emprego começa a voltar, as compras deste natal serão mais quentes do que as do ano passado, etc.

Ninguém espera um 2018 turbinado, mas já tem gente qualificada falando em crescimento acima de 3% no ano. É uma aposta alta, mas é sempre bom não esquecer a enorme capacidade de recuperação da sociedade brasileira. É surgir uma luzinha no fim do túnel e a nação reage rapidamente, a atividade econômica surpreende, a arrecadação surpreende, o desempenho de setores que estavam fazendo água surpreende, e assim vamos. Por que é assim? Porque o Brasil é um país riquíssimo, com uma capacidade de produção impressionante, gente competente e uma enorme capacidade de submersão que esconde parte das riquezas nacionais nas épocas de crise.

No primeiro sinal de aquecimento ou de fim da crise, esses recursos voltam ao mercado e facilitam a retomada plena da capacidade de produção nacional e encurtam o tempo necessário para reverter os estragos da crise.

Nós estamos neste momento. Em princípio, ninguém acredita que o cenário político possa contaminar o universo econômico, mas isto tem alguma dose de boa vontade, ou de desejo de que o país dê certo. A realidade é mais complexa.

Apesar da aprovação de reformas importantes e de leis essenciais para garantir a competitividade nacional, ainda há muito a ser feito. E esse muito depende do Congresso, de composições políticas e da boa vontade do Judiciário e do Ministério Público, o que pode atrasar o ritmo de recuperação socioeconômica brasileira.

De qualquer forma, os sinais já identificados garantem que a crise econômica passou e que, apesar de todas as dificuldades à frente, a economia cresce em 2018.

Esta é a grande notícia para o setor de seguros. Com a economia crescendo, a demanda por proteção aumenta e as apólices voltam a ter procura em todos os níveis da sociedade.

A retomada da economia deve gerar recursos para investimentos na cadeia produtiva e para a remuneração da massa trabalhadora. Isto significa mais seguros empresariais e mais seguros individuais. As duas vertentes estarão aquecidas em relação aos últimos anos. O que muda é que a competição também será mais acirrada. O mundo moderno oferece facilidades, mas também cobra o preço por colocá-las à disposição da sociedade. E o nome deste preço é profissionalismo. Quem souber o que está fazendo e se valer das ferramentas tecnológicas existentes no dia a dia da profissão tem tudo para se dar bem.

O mercado é comprador e o país precisa de seguros. Neste cenário, seguradoras e corretores que fizerem a leitura correta com certeza vão se dar muito bem.

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