Um dado curioso

Nem a favor, nem contra, mas ainda tem essa dúvida a ser esclarecida...

Antonio

06 de fevereiro de 2019 | 11h59

Quero começar deixando claro que não sou a favor, nem contra; que não defendo, nem acuso ninguém; que a proposta da Crônica não é discutir o certo ou o errado das ações de nossos homens públicos.

Cada um é cada um e não é só PT que tem ladrão em seus quadros. Pode até ser que o PT tenha mais do que os outros, mas o fato pode ser apenas um detalhe consequente de ocasião e oportunidade.

Curiosamente, faz anos que o país está metido em toda sorte de falcatruas e bandalheiras; faz anos que o COAF existe e funciona bem. E nestes anos, suas apurações nunca foram divulgadas.

O que será que mudou entre a descoberta de bilhões de reais que saíram de empreiteiras e outas empresas para o bolso de gente que levou bastante em troca de muito e o antigo assessor do filho do presidente?

Será que há algo estranho na publicidade sobre o que o COAF constatou nas contas do antigo assessor do filho do Presidente?

Volto a dizer, não estou defendendo, nem atacando ninguém. A pergunta que me parece altamente pertinente é por  que desta vez contaram que o COAF achou alguma coisa, investigando um milhão e duzentos mil reais, e antes nunca contaram nada sobre os bilhões de reais que foram movimentados direta e indiretamente para o bolso da turma do gargarejo, o rei e os amigos do rei, que tungaram o que tungaram?

Sem tirar o mérito da investigação e sem entrar na sua relevância para a limpeza ética nacional, o vazamento das informações do COAF precisa ser explicado, sob o risco da investigação ficar desmoralizada.

Bilhões de reais não são um milhão e duzentos mil reais e o COAF, ao longo dos últimos anos, levantou os dados sobre a grana que corria solta de conta para conta. Por que ele viu e não vazou? Mais que isso, quem foi que deixou vazar a última informação? Esta dúvida tem que ser esclarecida.