Uma entrevista surrealista

Ao ouvir as explicações de alguém do alto escalão da CET, só se pode chegar à conclusão de que os responsáveis pelos semáforos de São Paulo têm senso de humor...

Antonio

19 de novembro de 2019 | 14h00

Faz algum tempo, li uma entrevista de alguém do alto escalão da CET falando sobre os semáforos de São Paulo. Confesso que no começo achei que era uma entrevista sobre o sistema de semáforos de Berlim, mas as coisas estavam tão bem postas e tão perfeitas que fiquei em dúvida se a capital da Alemanha, onde você acerta seu relógio pela hora que o ônibus chega no ponto, teria condições de ter um sistema de semáforos parecido.

Não dava. Berlim não tinha condições de atingir aquela perfeição. Pensei em Hamburgo, Colônia, mas acabei concluindo que devia ser Helsinque. A Finlândia teria condições de mostrar um sistema parecido.

Um sistema que funciona afinado, a perfeição reinventada na terra, ou melhor, o milagre feito rotina.

A Finlândia, provavelmente, teria condições de mostrar algo no gênero, mas o cidadão não falava de nenhum lugar fora do Brasil, ele falava dos semáforos de São Paulo, Capital, um dos maiores desastres de planejamento já criados pelo ser humano.

As explicações de como as providências são tomadas, milimetricamente medidas e cronometradas, com os pontos de congestionamento mapeados e os semáforos estruturados para não permitir os nós se formarem é para fazer dar risada, quebrar a seriedade e o drama envolvidos no tema.

Tome a esquina que você quiser, qualquer rua da Vila Madalena é suficiente para desmentir tudo que foi dito ao longo da longa entrevista.

Também serve o semáforo perto da casa do Governador, na esquina da Rua Itália com a Avenida Cidade Jardim. O nó só não é maior porque não cabe mais carro na rua.

Ah, como é reconfortante saber que os responsáveis pelos semáforos de São Paulo, além da incompetência, têm senso de humor…

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