Uma luz no meio do túnel

No cenário que se desenha, ganham as seguradoras, mas ganham ainda mais o país e a sociedade.

Antonio

12 de dezembro de 2018 | 10h47

É curioso, mas as sociedades funcionam muito mais por “achismos” do que por fatos concretos. Invariavelmente, o que move as pessoas é a esperança, que não pode ser confundida com ilusão, sob risco do tombo ser muito grande.

Uma coisa é ter esperança no futuro e outra completamente diferente é ter a ilusão de que o mundo via ficar cor de rosa porque, em algum momento do passado, o maná caiu do céu.

Neste momento, o Brasil atravessa um momento de esperança. O país acredita que o ano que vem será melhor, o que, ainda que sem uma retomada consistente da economia para sair definitivamente da crise desencadeada pelo governo do PT, já é suficiente para garantir a inércia necessária para fechar a conta de 2019.

Ainda que tudo dando errado, que o próximo governo não consiga realizar nenhuma das reformas indispensáveis para a estabilidade da nação, a esperança de um ano melhor já colocou as engrenagens econômicas e sociais em movimento e o Brasil é muito grande para parar em quinhentos metros.

Quem já viu um grande navio manobrando sabe que o giro dos motores deve começar a ser reduzido muitas milhas antes de chegar ao porto. A inercia gerada pela velocidade e pelo peso da embarcação é suficiente para garantir seu navegar por uma longa distância e não há força que o faça parar antes da inércia se esgotar.

O Brasil é este enorme navio, navegando com os motores em velocidade de cruzeiro suave. Pará-lo, neste momento, é impossível e a velocidade adquirida já é suficiente para garantir o crescimento do país ao longo do ano que vem.

O que vai acontecer em 2020 está escondido na bruma do futuro. Não há como imaginar o cenário para depois do ano que vem. Mas, pelo que se vê, a situação não deverá ser trágica, o que injeta mais uma dose de esperança para empurrar o país e garantir mais um ano de crescimento.

Este é o cenário ideal para o setor de seguros. A retomada do crescimento está impactando positivamente a venda de veículos novos. A indústria da construção já fala inclusive em boom imobiliário. A retomada do emprego, ainda que lentamente, vai se mostrando consistente. As obras de infraestrutura precisam ser feitas. Há bilhões de dólares prontos para serem investidos no país. Quer dizer, o aquecimento já registrado da economia terá como resultado o aumento da demanda por seguros de todos os tipos, necessários a fazer frente aos riscos que ameaçam a sociedade.

Entre os diversos setores econômicos, o setor de seguros foi dos menos impactados pela recessão e pela crise que atingiram o Brasil. A consequência direta disso é que o setor está sólido e não há no horizonte nenhuma empresa da área que dê mostra de estar fazendo água.

Ao contrário, as reservas administradas pelo segmento superam um trilhão e duzentos bilhões de reais, colocando o setor entre os mais capitalizados do país e dos poucos em condições de auxiliar o financiamento público indispensável para a realização das obras de infraestrutura.

Este é um aspecto que nem sempre tem o reconhecimento que deveria ter. O setor de seguros é pouco conhecido pelo brasileiro. Assim, o cidadão comum, ao pensar em seguro, imagina o seguro do seu carro ou da sua vida, mas não imagina o que é possível se fazer com um trilhão de reais em reservas de médio e longo prazo.

Com sua dupla função, de garantidor e financiador do desenvolvimento nacional, o setor de seguros está otimista em relação aos próximos anos, sendo que, em relação a 2019 e 2020, é certo que seu desempenho será bastante positivo.

Neste cenário, evidentemente, ganham as seguradoras, que, nos próximos dois anos, apresentarão balanços com lucros consistentes, mas ganha muito mais o país e a sociedade, que terá à sua disposição, além da proteção necessária, ferramentas para garantir o desenvolvimento socioeconômico e os recursos para prosseguir investindo nas atividades indispensáveis para o nosso progresso.