A consciência e responsabilidade das empresas produtoras de bebidas alcoólicas

A consciência e responsabilidade das empresas produtoras de bebidas alcoólicas

Wal Flor

20 Setembro 2017 | 16h55

O consumo de álcool por nossa sociedade faz parte de uma cultura milenar, presente em vários rituais da nossa civilização. Entretanto, como tudo na vida tem seu lado positivo e negativo, este último faz referência ao uso indevido, ou seja, o consumo realizado por adolescentes menores de 18 anos que ainda não possuem corpo e mente preparados para o líquido. Ou mesmo o excesso de álcool entre adultos, que altera o comportamento do ser humano e pode provocar graves acidentes.

Diante de uma questão que pode provocar séries danos e custos para a saúde pública, existe uma linha de pensamento onde grupos apoiam medidas mais restritivas. Estes são inspirados, principalmente, nos resultados positivos obtidos através da não-veiculação de campanhas e comercialização rigorosa do tabaco; fruto de uma legislação rigorosa.

Créditos: divulgação

Outros grupos apoiam a liberdade de expressão e apostam na prevenção, na educação do indivíduo para reconhecer os benefícios e os malefícios que o uso indevido pode causar. A jornada para garantir essa liberdade de escolhas é um esforço reconhecido como responsabilidade compartilhada, onde famílias, escolas, sociedade, indústria, poder público, mídia e especialistas devem discutir o tema e buscar soluções em conjunto para minimizar o impacto negativo. Somos parte do problema – já observaram pais que autorizam bebida alcoólica em festas de 15 anos de adolescentes?  -, portanto, devemos ser parte da solução. Não há um único vilão. É uma causa multistakeholders.

Cada vez mais consciente e responsável do seu papel, a indústria tem criado iniciativas mais articuladas e consistentes, com objetivo de manter a licença social e legal para operar. No Brasil, a Ambev faz um trabalho pioneiro e cada vez mais estratégico. A plataforma de conscientização da empresa, também conhecida globalmente como smart drinking (ou consumo inteligente), é composta por 4 programas, todos com metas agressivas e escalonáveis:

Na Responsa – que visa prevenir o consumo indevido entre menores 18 anos, numa parceria com diversas ONGs;
Segurança Viária – objetiva reduzir os acidentes e mortes no trânsito;
Bar de Responsa – programa que promove treinamentos sobre o consumo inteligente para profissionais que servem e vendem bebidas alcóolicas em bares, restaurantes e eventos;
Cidade Responsável – movimento multisetorial que envolve vários estabelecimentos e poder público em prol da causa.

Além dessas iniciativas, para chamar atenção global sobre o tema, há oito anos a ABInbev celebra o Dia de Responsa. Em 2017 o evento aconteceu no último dia 15 de setembro,  e o Brasil teve ações em várias cidades,  atingindo diretamente mais de 173 mil pessoas. Em São Paulo, a iniciativa contou com a presença de todo o time estratégico da companhia, quando o Vice-presidente Ricardo Rittes aproveitou para anunciar o investimento de mais de 45 milhões nos programas nos últimos três anos. Pouco para a uma líder global? Pode ser, mas vale a comemoração. Já foi zero.

Há uma mensagem-chave sempre dita pela alta liderança e cada vez mais presente no dia a dia da cervejaria: “Não nos interessa o lucro proveniente do uso indevido do álcool. Ele traz riscos e custos para o negócio”. E de riscos e custos a Ambev entende. Novos tempos. Saúde!