Como engajar os não-convertidos?

Como engajar os não-convertidos?

Wal Flor

29 de março de 2017 | 16h38

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Créditos: divulgação

Se olharmos para as transformações que estamos vivendo nas dimensões tecnológicas, sociais, culturais e econômicas, chegamos à conclusão que estamos vivendo uma mudança de era. Temos que nos dar conta que estamos presenciando um dos maiores saltos da nossa sociedade, e aí vem mais uma decisão importante para a vida: queremos ficar na plateia ou no palco dessa transformação?

Cada vez mais conheço pessoas, de diferentes áreas e setores, imbuídas do desejo genuíno de fazer parte de uma sociedade mais evoluída, de forma colaborativa, com ideias, entusiasmo e brilho no olhar. Cada vez mais me envolvo com pessoas que são apaixonadas pelo que fazem e estão conectadas pelo propósito de construir um mundo melhor, de verdade. E essa energia faz toda a diferença para nós, seres humanos.

Há tempos a grande maioria das empresas flerta com os desafios globais de forma mais romântica e assistencialista. Percebo claramente, pelas diversas pressões, que a discussão está ficando mais madura e todos concordamos que não é mais possível falar apenas com ou entre convertidos. Temos o desafio de engajar toda a sociedade e a indústria criativa tem um potencial gigantesco para ser um protagonista deste movimento. Tocar as pessoas de forma sexy, divertida e emocionante é o principal ativo dessa indústria. Educação, cultura, saúde, diversidade e empreendedorismo são exemplos de temáticas abrangentes, ricas e encantadoras capazes de gerar histórias incríveis. E nesses territórios, as marcas podem se deliciar fazendo o bem, de forma cool e autêntica.

No Brasil, a Skol é o case do momento. Assumiu sua culpa e está fazendo iniciativas bacanérrimas relacionados a gênero e ao movimento LGBT. O Boticário já aparece entre os preferidos dos jovens por ter ousado naquilo que é muito natural para este público. Diversidade definitivamente chegou para ficar. Itaú e mais recentemente o CUBO transformou a empresa numa das grandes referências de educação e empreendedorismo, junto à Microsoft, apenas para citar algumas. Que perdure a consistência destas marcas no envolvimento de causas, e que novas formas de engajar os não-convertidos floresça na mente dos criativos.

 

 

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