Minimizar impacto negativo e potencializar o positivo é estratégico para organizações que querem sobreviver no futuro

Minimizar impacto negativo e potencializar o positivo é estratégico para organizações que querem sobreviver no futuro

Wal Flor

14 de fevereiro de 2017 | 11h17

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Créditos: divulgação

“Toda corporação tem o potencial para transformar o mundo, e elas não sobreviverão se não fizerem isto”. Uma frase de Richard Branson, fundador da Virgin Group, que acabo de ler no LinkedIn. Também parafraseada por Michael Porter, Peter Diamandis, Elon Musk e Mark Zuckerberg, para citar alguns. Nós da Lynx acreditamos nesta abordagem e pensamos muito sobre ela, entretanto, no dia a dia dos negócios e em especial nos países que estão passando por crises econômicas, este é um assunto pouco prioritário.

Pensar na sobrevivência do negócio é uma estratégia de longo prazo. Se não pensarmos e iniciarmos hoje, não estaremos lá amanhã. Muitas empresas já começaram a olhar com mais cuidado estas questões, contudo, ainda a passos curtos. As tecnologias, o digital, a inovação e, claro, as vendas, parecem ganhar muito mais espaço na agenda. O que talvez pouca gente ainda saiba é que todos esses assuntos são convergentes e cada vez mais precisam se cruzar para ganhar força, impacto, reputação e, consequentemente, vendas.

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Créditos: divulgação

Contribuir com a sociedade é necessário, ok, mas por onde começar? Toda atividade econômica gera um impacto positivo e negativo na sociedade e no meio ambiente. A indústria de bebida alcoólica, por exemplo, é um setor que, além de gerar milhares de empregos, promove a socialização e alguns estudos recomendam, inclusive, uma dose de álcool diária prometendo melhorias à saúde. Este é o impacto positivo clássico.  Do lado negativo, para produzir a bebida o consumo de água é considerável, o transporte emite gases que geram o efeito estufa, resíduos são gerados e se o produto for consumido em excesso causará sérios problemas de saúde pública, como o alcoolismo.

Atuar em iniciativas que minimizem o impacto negativo é o primeiro passo para atender as leis e as pressões cada vez maiores da sociedade. A partir daí conhecer minimamente os principais desafios globais da nossa sociedade contemporânea – um bom ponto de partida são os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, um trabalho consistente liderado pela ONU em parceria com multistakeholders.

Logo depois precisamos saber identificar quais os principais ativos da organização. Pode ser a eficiência da logística; o batalhão de representantes de vendas; os milhares de consumidores que estão no seu banco de dados ou mesmo a estratégia de comunicação criativa para engajar milhares de pessoas. Junte um time diversificado e reflita sobre seu propósito e as oportunidades de atuação. Estabeleça metas e monitore os resultados.

O projeto “Nosso Bar mais” da Ambev é um bom exemplo: eles usam a força de milhares de pontos de venda, incentivando os donos dos estabelecimentos a realizarem shows pelo menos uma vez por semana, com artistas locais. Tudo isso através de uma plataforma online, que conecta estabelecimentos e artistas. Ganha o bar com aumento de público e faturamento, a Ambev vende mais bebidas, o artista tem mais espaço para se apresentar e o bairro amplia a oferta de entretenimento e promove a cultura local.

Costurar todas as iniciativas e interesses de diversos stakeholders pode não ser tão simples no começo, mas a medida que um propósito maior contagia o grupo, o movimento se torna mais genuíno e transformador. Não importa em que estágio sua organização ou marca está, sempre é possível ir além.

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