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A Europa não avança sem crise

Celso Ming

15 de dezembro de 2010 | 14h00

As autoridades da Europa estão avisando, cada vez com mais insistência, que não existe salvação, nem para o euro nem para a União Europeia, sem uma unificação dos orçamentos, dos sistemas tributários, dos sistemas previdenciários e das políticas de subsídios. Enfim, estão dizendo que é preciso de um mínimo de unidade fiscal que, na prática, exige coordenação política, para não ter de dizer que exige união política.

Muita gente fala que isso é proposta de visionário, que não leva em conta as diferenças e a crônica falta de disposição dos países europeus de partilhar uma espécie de governo unificado.

O problema é que apenas dez anos de moeda única mostraram que não é possível a sobrevivência do euro nessas condições. Ou haverá um racha e os países voltarão às suas moedas nacionais, num clima de fracasso e forte volatilidade cambial. Ou essa situação obrigará a avançar.

E talvez esse panorama terrível seja a solução. A Europa nunca avançou sem crise. Sempre foi tudo à custa de muito sangue e muito tranco. E certamente desta vez não vai ser diferente.

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