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A grande ausente

Celso Ming

28 de dezembro de 2010 | 12h28

Na segunda-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso queixou-se na TV que o Congresso não está discutindo questões de interesse nacional. E apontou, por exemplo, as decisões tomadas no âmbito da exploração do petróleo do pré-sal, que ocuparam a agenda do Congresso ao longo deste ano.

A única questão realmente discutida é a que vai ser vetada: a distribuição dos royalties da produção de petróleo e gás, disse Fernando Henrique. O resto se resumiu a engolir a proposta do governo. Ninguém se perguntou a que ritmo o País quer explorar esse petróleo; ninguém questionou a pertinência do regime de partilha agora adotado; ninguém discutiu se a Petrobrás tem condições financeiras de participar em pelo menos 30% da exploração de cada bloco em toda a área do pré-sal.

Essas questões são realmente relevantes. Mas não se pode culpar apenas a base do governo pela inapetência pelos debates.

A maior falha foi da oposição que não pensou no assunto, não formou opinião sobre esses temas e não chamou para as discussões. A rigor, a oposição foi a grande ausente.

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