Abundância

Celso Ming

25 de agosto de 2016 | 21h05

Desde o início da crise de 2008, as autoridades que administram as grandes economias se recusam a salvar o sistema, seja porque não disponham de recursos fiscais para uma vasta intervenção keynesiana de investimentos ou porque evitam a adoção de programas dolorosos de austeridade. Nessas condições, os grandes bancos centrais foram induzidos a injetar profusões de moeda com o objetivo de lubrificar a economia e impedir a depressão que se desenhava.

Embora não estejam equipados para impulsionar crescimento e emprego, como vem lembrando o vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, um a um, os grandes bancos centrais assumiram essa megatarefa supostamente salvadora.

O despejo de moeda empurrou os juros globais a níveis próximos de zero (ao ano) ou, em alguns casos, a juros negativos, situação inédita cujas consequências não estão nem um pouco claras. Leia a análise completa aqui.

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