Ainda não é para comemorar, mas é uma informação alentadora

Ainda não é para comemorar, mas é uma informação alentadora

Além da queda da inflação de energia em março, dois outros indicadores mostram que os preços já se reajustam mais devagar

Celso Ming

08 de abril de 2016 | 10h59

Energ

Queda do preço de energia ajudou inflação

A inflação (evolução do IPCA) de março ficou abaixo da metade da inflação de fevereiro: 0,43% em comparação com 0,90%. No período de doze meses terminado em março, a inflação já caiu abaixo dos dois dígitos, ficou em 9,39%.

A forte influência da queda das tarifas de energia elétrica em consequência da suspensão da bandeira vermelha (redução da energia de fonte térmica, que queima gás ou óleo combustível) poderia passar a impressão de que a perda de impulso da inflação esteja localizada e que, portanto, teria fôlego curto. Mas dois outros indicadores mostram que os preços já se reajustam mais devagar.

O primeiro deles é redução do impacto da inflação dos serviços, de apenas 0,24%. O outro é a redução do índice de difusão. É o indicador que mostra quantos itens da cesta de consumo apresentaram alta. Depois de passar meses a fio apresentando um índice de difusão acima de 70%, em março esse indicador caiu para 69,4%.

A inflação mais baixa mostra que o ajuste monetário está funcionando. Começa a entrar no radar a perspectiva de baixa dos juros básicos, hoje nos 14,25% ao ano. Em contrapartida, esvazia-se a tese de que a inflação está sob o domínio das contas públicas (domínio fiscal), situação em que a política de juros perde força.

Tudo o que sabemos sobre:

inflaçãoIPCA

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.