As consequências do déficit de combustíveis

Se for para garantir novos investimentos no setor, além de ter transparência que hoje não tem, os preços internos dos combustíveis terão de ser compatíveis com os preços internacionais

Celso Ming

13 de abril de 2016 | 12h18

A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira,13, coisas carregadas de consequência.

Disse que dentro de 14 anos, o Brasil terá um déficit de 1,2 milhão de barris apenas com combustíveis. Diante disso, terá de decidir se constrói mais refinarias ou se decide importar.

Se a decisão for construir refinarias, então é preciso procurar interessados em fazer esse investimento na condição de sócios da Petrobrás ou na condição de empresários independentes.

O que a diretora-geral da ANP não diz é que, se for para garantir esses novos investimentos, além de ter transparência que hoje não tem, os preços internos dos combustíveis terão de ser compatíveis com os preços internacionais. Não podem ser essa irracionalidade que vem prevalecendo há muitos anos por aqui. Não haverá investidor disposto a despejar recursos se estiver previamente condenado a perder dinheiro.

E se a decisão for abrir mão da autossuficiência, então será preciso importar combustíveis. E nisso Magda foi mais clara. Importar exigirá investimentos em instalações portuárias e infraestrutura. Além disso, será preciso garantir estoques estratégicos. Tudo isso terá um custo que alguém terá de enfrentar.

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