Baixa da gasolina?

A possível redução de preços da gasolina concorrerá para reduzir a inflação e, num segundo momento, para reduzir os juros básicos; Além disso, pode produzir um respiro de agenda positiva para o governo Dilma

Celso Ming

04 de abril de 2016 | 14h43

O jornal Valor Econômico desta segunda-feira, 4, traz a informação de que a diretoria da Petrobrás está propensa a reduzir os preços dos combustíveis ao consumidor, mas encontra forte resistência do Conselho de Administração.

Os preços da gasolina estão hoje mais de 50% acima dos preços internacionais e os do diesel, 71%.

A diretoria argumenta que os preços internos substancialmente mais elevados não só derrubaram o consumo, mas também criaram condições para importação por empresas independentes. (A Cosan pode ser uma delas).

Já o Conselho de Administração prefere manter os preços atuais de maneira a garantir recomposição do caixa da Petrobrás, fortemente delapidado com a política populista de preços achatados de 2011 a 2014.

Se prevalecer o ponto de vista da diretoria, a redução de preços concorrerá para reduzir a inflação e, num segundo momento, para reduzir os juros básicos (Selic). Além disso, pode produzir um respiro de agenda positiva para o governo Dilma.

Quem não vai gostar são os usineiros cujo produto, o etanol, terá de competir com uma gasolina mais barata.

Por conta dessas especulações, as ações preferencias da Petrobrás despencavam mais de 6% por volta das 14h30 dessa segunda-feira, 4.

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