Debate eleitoral começa a tomar rumo econômico

Celso Ming

18 de fevereiro de 2010 | 13h20

O PT deverá marcar seu Congresso Nacional, a ser realizado neste fim de semana, com a mensagem de que o sucesso econômico será a “herança bendita do governo Lula”. Enquanto isso, o PSDB, principal partido de oposição, ensaia bater no recuo dos resultados das contas externas, no que chama de “herança maldita do governo Lula”.

Aí tem dois pontos a salientar. Primeiro, o debate eleitoral vai tomando o rumo do debate econômico. O PT parece interessado em sustentar que o povão nunca ganhou tanto com a política econômica de qualquer governo quanto está ganhando no governo Lula.

E a oposição parece se aferrar à questão externa. Provavelmente vai sustentar que o câmbio não presta, como tem dito o governo José Serra, e que o dólar barato demais está esvaziando a indústria, reduzindo empregos e deteriorando as contas do Brasil com o resto do mundo.

O segundo ponto a salientar é o de que a oposição vai se apegando a uma questão pouco relevante do ponto de vista eleitoral, mostrando pobreza de argumento e pobreza de bandeiras.

Ou o PSDB se apruma e toma um rumo mais firme na condução da campanha ou, pelo menos do ponto de vista da mensagem ao eleitor, corre o risco de ser passado para trás.

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