Diretor da Petrobrás adverte que empresa não pode esperar pelo Congresso

Celso Ming

30 de março de 2010 | 14h10

O diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, está advertindo hoje que a Petrobrás não pode esperar pelo Congresso. Precisa que seu aumento de capital seja aprovado até maio. Se não for assim, ou ela terá de providenciar o aumento de capital de outro jeito, e não por meio da tranferência de reservas virtuais de petróleo pela União; ou, então, terá de adiar seus investimentos no pré-sal e fora do pré-sal.

O problema é que a confusão criada pela aprovação da emenda Ibsen Pinheiro pela Câmara dos Deputados não deve limitar-se à questão dos royalties. Agora, o Senado tem razões para entender que mais coisa nas regras do pré-sal deve ser revista. E, se isso acontecer, as discussões sobre a capitalização da Petrobrás podem se prolongar por mais tempo. 

O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, já avisou que está pensando no plano B da capitalização. E o gerente de Comunicação com o Mercado adiantou que pode ser por meio da subscrição de apenas ações preferenciais. Tudo isso aponta para o problema de sempre. A falta de poupança do Tesouro para injetar vitamina nas suas empresas estatais.

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