Fed faz apelo por aumento do emprego nos EUA

Celso Ming

21 de julho de 2010 | 13h13

Há dias o presidente do Fed, o banco central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, fez um apelo aos bancos americanos para que não deixassem de emprestar recursos para a pequena e média empresa americana, porque é nestas empresas que pode haver um aumento significativo do emprego.

Se esse apelo vai ou não ser atendido são outros quinhentos. O que importa aqui é notar como vai preocupando as autoridades o fato de que a recuperação da crise – que é frágil, mas é recuperação – está sendo feita em detrimento do emprego: as empresas produzem e vendem mais, mas não contratam mais gente.

Isso está acontecendo por três razões. Primeira, porque aumentou a utilização de Tecnologia da Informação, que dispensa mão de obra.

Segunda razão, o medo do desemprego ou, simplesmente, a falta de oportunidades, está levando o trabalhador americano a aceitar produzir mais por menos salário.

E, terceira, o despejo de crédito e recursos oficiais para o consumo em todo o mundo rico está produzindo um efeito inesperado. Está criando mais mercado para os produtos chineses ou asiáticos, que estão chegando mais baratos nos Estados Unidos e na Europa. E cada vez que um americano ou um europeu compra um produto asiático, está ajudando a fechar um posto de trabalho nos Estados Unidos e na Europa.

Enfim, são coisas que vão acontecendo, sem que política nenhuma tenha se dado conta dessas consequências.

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