Gabrielli admite pela 1ª vez que estuda plano B para capitalização

Celso Ming

25 de março de 2010 | 13h24

Ontem, pela primeira vez, o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, admitiu que está estudando um plano B para a capitalização da Petrobrás. O projeto que está aí depende de autorização do Congresso e o Congresso não tem prazo para decidir. E, no entanto, a Petrobrás precisa de sangue novo ainda este ano porque tem de investir R$ 88 bilhões apenas em 2010.

A Petrobrás depende do Congresso porque o Tesouro não tem recursos em dinheiro vivo para subscrever as ações e, por isso, a ideia é o Tesouro subscrever a parte dele em petróleo que ainda está lá embaixo, no subsolo brasileiro.

Também vai sendo adiado pelo governo o projeto de criação de uma subsidiária do BNDES cuja função será financiar as exportações brasileiras. Outra vez, o Tesouro não tem recursos para injetar nessa subsidiária.

O que o governo Lula está sendo obrigado a admitir é que o projeto de reestatização ou de fortalecimento do setor estatal esbarra na velha questão da falta de capital. O Tesouro não tem recursos para injetar nas empresas que pretende ter. E, se não pode bancar um super setor estatal, o governo não tem outra saída senão chamar o capital privado para fortalecer a empresa brasileira.

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