Indefinição sobre socorro à Grécia deixa mercados nervosos

Celso Ming

12 de fevereiro de 2010 | 13h38

Os mercados começaram o dia de hoje nervosos com a falta de definições mais precisas das autoridades europeias sobre o socorro à Grécia. Em parte, também, a fuga do risco e a busca das aplicações em dólares têm a ver com a decisão da China de aumentar a retenção compulsória dos bancos com o objetivo de desaquecer o consumo.

Mas, do ponto de vista europeu, a vacilação das autoridades parece concentrar-se na maneira como distribuir a conta. Hoje há US$ 330 bilhões em dívidas da Grécia nas carteiras dos bancos europeus que podem virar micos se for decretada uma forma qualquer de calote.

O problema é que não é só a Grécia; os bancos europeus estão atolados em cerca de US$ 2 trilhões em dívidas dos chamados Piigs: Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha. Esse vacilo parece ter a ver com o tamanho da encrenca toda e com o precedente sobre a economia da área do euro se for montado um pacote de socorro à Grécia.

O problema é que não há opção. Ou socorrem a Grécia e depois veem como fica o resto; ou toda a economia do euro será sacudida por enorme turbulência.

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