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Inflação volta a preocupar

Celso Ming

22 de dezembro de 2010 | 12h06

O Banco Central divulgou nesta quarta-feira o Relatório de Inflação, que é uma peça trimestral por meio da qual procura fazer a cabeça dos formadores de preços da economia.

Desta vez, o resumão desse calhamaço de mais de 130 páginas é mais pessimista em relação ao futuro da inflação.

Lá ficou reconhecido que as pressões de inflação aumentaram; que as expectativas dos agentes econômicos se deterioraram; que também aumentou o risco de inflação gerada pelo aumento dos preços das commodities, especialmente os alimentos; e que a recuperação da economia mundial será lenta.

O Banco Central faz duas advertências que não fez anteriormente. A mais importante delas é o de que é forte o risco de que o reajuste dos salários seja incompatível com o aumento da competitividade do setor produtivo. Quer dizer, está dizendo que os salários vão pressionar significativamente os custos da indústria; e que a inflação na área dos serviços também é alta.

Não dá para dizer que essa fotografia vai exigir alta imediata dos juros, porque o Banco Central voltou a declarar que está avaliando melhor os efeitos da última restrição de crédito sobre a evolução dos preços.

Mas o sentido geral é a de que a inflação está se soltando demais e que precisa de corretivo. Falta saber se a política de redução das despesas públicas a ser colocada em prática no início do governo Dilma vai ser suficiente para controlar a inflação ou se, outra vez, o governo federal deixará o serviço todo para o Banco Central.

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