Lagarde tem razão

A economia do País vai mal e os primeiros a entenderem assim são os brasileiros, mas, dessa vez, não precisa recorrer ao FMI

Celso Ming

14 de abril de 2016 | 13h08

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, advertiu nesta quinta-feira, 14, em Washington onde se realiza a reunião da primavera, que “a situação da economia do Brasil é muito preocupante, em termos de desemprego, inflação e claramente em termos de crescimento potencial”.

Lagarde está carregada de razão. A economia brasileira vai mal e os primeiros a entenderem assim são os brasileiros. Uma das diferenças desta pesada crise da economia em relação às demais é que, desta vez, o Brasil não precisa recorrer ao Fundo para obtenção de linhas especiais de crédito, de modo a enfrentar os credores, como aconteceu em todas as demais crises das décadas de 60, 70 e 80.

Não há fuga de dólares no País nem problemas de pagamento com o Exterior. Por isso, o Brasil não está tendo de submeter as diretrizes de sua política econômica ao escrutínio do Fundo.

Esse fato positivo tem seu lado ruim. Por que não está precisando do Fundo, o governo Dilma fez o que bem entendeu com a economia. E produziu o desastre que, assim, ficou sem a supervisão do Fundo.

 

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