Manipular o câmbio

Celso Ming

20 de outubro de 2010 | 14h04

Todas as análises das decisões do governo para conter a alta do dólar conduzem para o mesmo ponto. São medidas de curto alcance.

O ministro Guido Mantega afirma que tem mais opções. O problema é que as que tomou até agora não foram eficazes. Se tivesse alguma bala de prata, já teria usado. Em outras palavras, Mantega não sabe o que fazer para evitar o mergulho da cotação do dólar.

O documento preliminar do G-20, que se reunirá em novembro, afirma que o câmbio tem de ser conduzido pelo mercado. Ou seja, o G-20 parece entender que o câmbio não pode ser manipulado. Esta pode ser uma paulada contra a China. No entanto, como impedir que o mercado se inunde de dólares se os Estados Unidos despejam centenas de bilhões?

Qual a diferença entre manipular o câmbio, como faz a China e, em certa medida, o Japão – não importando aqui se é em legítima defesa ou não – e manipular o câmbio como fazem os Estados Unidos?

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.