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O Campo de Lula

Celso Ming

29 de dezembro de 2010 | 13h48

A Petrobrás acaba de declarar a comercialidade do campo de Tupi, no pré-sal, produtor de petróleo e gás. Na verdade, trata-se de dois campos distintos na mesma concessão: o de Tupi e o de Iracema.

Tupi tem 6,5 bilhões de barris e Iracema tem 1,8 bilhão de barris.

Como os campos comercializáveis devem levar nome de criaturas do mar, na proposta encaminhada para a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobrás quer que o campo de Tupi, o campo super-gigante do Brasil, se chame Campo de Lula e o de Iracema, Campo de Cernambi.

Do ponto de vista econômico não há propriamente novidade. Foi apenas reconhecida uma acumulação de petróleo um pouco acima do máximo admitido quando da descoberta de Tupi. Na ocasião, dizia-se que o complexo Tupi/Iracema poderia ter de 6 bilhões a 8 bilhões de barris recuperáveis e agora a Petrobrás diz que encontrou 8,3 bilhões de barris.

Mas o volume total de reservas só será conhecido dentro de mais alguns meses, quando a estatal tiver completado todos os poços para o desenvolvimento da área. A Petrobrás é conhecida pelas avaliações muito conservadoras. Isso significa que os dois campos poderão ter mais petróleo do que o agora anunciado.

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