O desemprego avança

Pior que tudo: não há, a curto prazo, nenhuma indicação de reversão dessa situação

Celso Ming

29 de abril de 2016 | 12h18

O desemprego ao fim de março chegou a níveis chocantes, embora já aguardados: 10,9% da população ativa, equivalente a 11,1 milhões de brasileiros. O Brasil está deixando para trás o nível de desemprego da União Européia.

Foi o que revelou nesta sexta-feira, 29, o IBGE por meio de sua Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio – a PNAD Contínua. Há apenas dois anos, a desocupação no Brasil oscilava em torno dos 7%. A massa de renda real do trabalhador caiu 3,2% no primeiro trimestre de 2016 quando comparada com a do primeiro trimestre de 2015.

Isso mostra a forte deterioração do poder aquisitivo em consequência da recessão.
Pior que tudo: não há, a curto prazo, nenhuma indicação de reversão dessa situação. A expectativa de que assuma um novo governo e a provável mudança de rumo na política econômica poderiam, em princípio, aumentar o nível de confiança e os investimentos, mas a contratação de pessoal deve demorar a reagir. A tendência é a de que, nos próximos meses, o desemprego avance para acima dos 11%.

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