Parou de piorar

Renda extra

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Parou de piorar

Celso Ming

25 de abril de 2014 | 21h00

As contas externas já não estão piorando com a mesma rapidez de há alguns meses, mas é cedo para concluir que a recuperação seja sustentável.

A principal surpresa positiva é a manutenção de forte entrada de capitais por meio do Investimento Estrangeiro Direto (IED). Só em março, foram quase US$ 5 bilhões. O Banco Central espera que esses recursos cubram pelo menos 80% do rombo em Conta Corrente, que é tudo o que o País gasta e recebe em moeda estrangeira, excluídos os movimentos de capital.

Sem ter sido tão surpreendente, também tem sido forte a entrada de dólares destinada a aplicações financeiras no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, entrou nessa conta apenas US$ 1,5 bilhão; no primeiro trimestre de 2014, foram US$ 12,2 bilhões. O governo prefere dizer que este é um sinal de confiança dos investidores estrangeiros na política econômica. Não é bem assim. Esses são capitais de curto prazo que vêm para aproveitar os juros altos vigentes aqui, as chamadas operações de arbitragem com juros. Há dois anos, o governo condenava essas operações e chegou a desestimulá-las com taxação por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Agora, que precisa de mais dólares, prefere festejá-las. Esses recursos são como patos assustados, sempre prontos para levantar voo a qualquer barulho suspeito. Por isso, já é menor a qualidade da cobertura do rombo externo.

A conta-chave é a Balança Comercial (exportações menos importações). Os produtos brasileiros de exportação vêm perdendo preço e enfrentam a baixa competitividade da indústria nacional. Mas as importações vêm caindo menos que as exportações, em consequência do ainda forte consumo interno e da baixa demanda externa, especialmente da União Europeia e da Argentina.

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Mais sobre motos

Na edição do último sábado, esta Coluna publicou sugestões de especialistas em saúde pública e em segurança de trânsito sobre como reduzir as mortes de motoqueiros no trânsito no Brasil, hoje, de 40 por dia. Aqui vão algumas observações e novas sugestões de mais cinco leitores:

Segmentação é prejudicial

Leandro Benitez, uruguaio, que já foi motociclista de competição: “A ideia de segmentar a habilitação por cilindrada apenas garante nova fonte de recursos para o governo e seria uma política horrível para a população, especialmente para os que precisam de uma motocicleta para o sustento da sua família. A grande maioria dos acidentes são de motos de baixa cilindrada (de 100 – 250 cc)”.

Falta punição

Ari de Almeida Coelho: “Os acidentes acontecem pela inexistência de regras, de punições exemplares e, principalmente, pela permissão de que as motos trafeguem entre os automóveis. A falta desta regulamentação criou este câncer, agora difícil de extirpar”.

Na faixa dos ônibus

Hercílio Ramos: “Em Londres, as faixas de rolamento destinadas aos ônibus podem ser utilizadas por motos e bicicletas. Por que não também aqui? As motos são ágeis, não atrapalhariam a mobilidade dos coletivos”.

Quando dói…

Hermann Greenfeld, médico: “Só vejo uma solução: multa pesada. Quando o bolso dói, o corpo cuida. Estou cansado de ver os acidentes com moto, mas a impunidade permanece. Pra que serve a placa na traseira da moto?”.

Sem costura

Alaor Moacyr Dall’Antonia Jr: “Deve ser proibido o tráfego das motos por entre as faixas de rodagem (costura no trânsito).”

É a pizza quentinha

Francisco Rosa: “A profissão de motoboy deve ser repensada. Criamos uma enorme demanda desses serviços por pura acomodação e pseudourgências, como, por exemplo, receber a pizza quentinha em casa. São serviços mal remunerados, prestados sem cobertura de seguro”.

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