Piora na venda de residências nos EUA reflete aumento do desemprego

Celso Ming

24 de agosto de 2010 | 13h22

Pioraram os números sobre vendas de residências usadas nos Estados Unidos. Em julho, as vendas caíram mais de 27% sobre as vendas de maio, muito acima da expectativa, que estava em torno de 14%.

Essa piora reflete o aumento do desemprego, que tira dos mutuários a capacidade de comprar residências, novas ou usadas.

Sem uma retomada do emprego, vai ser difícil reverter essa situação. O problema é que a retomada do emprego vai depender de que o empresário se sinta em condições de contratar mais gente e, nesse caso, o próprio aumento do desemprego atua como fator desestimulador, porque o empresário está entendendo que o desemprego vai derrubar ainda mais o consumo e as vendas.

O novo número caiu como um balde de água fria sobre o mercado financeiro dos Estados Unidos e está derrubando as bolsas. Mostra que o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, estava certo quando decidiu que voltaria a comprar títulos do Tesouro à medida que os créditos concedidos durante a crise fossem pagos. E isso porque a manutenção da irrigação de crédito pode facilitar a retomada da atividade econômica.

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