Piso para o câmbio

Celso Ming

29 de setembro de 2010 | 13h21

Quando o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, passa a dizer que há um problema no câmbio, está pela primeira vez admitindo a existência de uma sobrevalorização do real que precisa ser combatida. Ele abriu a possibilidade de que o IOF sobre a entrada de capital estrangeiro para aplicação em renda fixa poderá ser elevado do seu nível atual de 2%.

Mas, na medida em que Meirelles admite que há sobrevalorização, admite, também, que há um piso nas cotações do câmbio que não deve ser ultrapassado.

Não está claro qual é esse piso para os administradores da política cambial. Mas o simples fato de que há um piso a evitar sugere que a atual política cambial, que está baseada apenas na intervenção destinada a evitar volatilidades, deve ser reforçada, desta vez para evitar sobrevalorização do real.

Como a simples sobretaxação na entrada de capitais com o IOF parece insuficiente para reverter a tendência baixista do câmbio, então fica claro que alguma coisa mais séria pode mudar.

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