Sociedade ficou mais vulnerável a catástrofes naturais

Celso Ming

20 de abril de 2010 | 13h29

É incalculável o prejuízo produzido pela paralisação quase total dos voos na Europa.

Não são apenas as perdas das companhias aéreas, dos hotéis, de todo o setor de turismo que têm de entrar nessa conta. Muitos eventos de enorme importância foram suspensos ou adiados. Imagine-se os fóruns, os congressos, as reuniões de trabalho e as conferências que não puderam se realizar porque os aeroportos não funcionaram.

A economia e a cultura se tornaram globais e basta que uma grande intersecção dessa rede global deixe de funcionar para que toda a sociedade fique paralisada. Enfim, a sociedade ficou bem mais vulnerável a catástrofes naturais.

Nenhum vulcão pede licença para entrar em atividade. Mais do que isso, ninguém consegue prever os estragos que podem produzir. E se acontecerem as catástrofes que os mais pessimistas analistas do aquecimento global estão prevendo? Essa vulnerabilidade social deve aumentar.

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