Alegrias e tristezas no país do Pix

Claudio Considera

15 de novembro de 2021 | 10h45


Um amigo comprou um doce de coco na beira da praia. Já estava separando o dinheiro em espécie para pagar, quando o vendedor informou, orgulhoso, que também poderia receber por Pix. Ao completar um ano, este sistema de pagamento fácil e desburocratizado já chega a de 112 milhões de usuários, mais de 93% deles pessoas como nós. O Pix enfrentou sérios problemas de segurança, que motivaram novas regras, como o limite de R$ 1.000,00 para operações entre pessoas físicas à noite.



Mas ainda há grandes desafios para que mais brasileiros tenham acesso não somente ao Pix, mas aos novos serviços financeiros digitais. Quase metade dos consumidores da região Nordeste, por exemplo, não têm contas bancárias. Espera-se que as fintechs (empresas financeiras digitais) reduzam a desbancarização.

Uma real evolução dos programas compensatórios sociais – ou seja, nada semelhante ao temporário e eleitoreiro Auxílio Brasil – também aumentaria o acesso dos mais pobres aos serviços bancários.

Por mais que o sistema financeiro e o Banco Central adotem medidas visando à segurança dos clientes do Pix, cabe ao consumidor se precaver.

Evite usar o smartphone na rua, principalmente à noite; se receber mensagens com pedidos de dinheiro, entre em contato com o suposto parente ou amigo, para confirmar a solicitação. Singelos cuidados podem evitar golpes que provocam grandes prejuízos.

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