Boleto da escola particular pode ser inviável

Claudio Considera

29 de novembro de 2021 | 07h31


Se você tiver filhos em escolas particulares de ensino fundamental ou médio, é bem provável que já tenho sido chamado para conversar sobre o contrato de 2022. Prepare-se para negociar, porque há escolas que projetam reajustes na casa dos dois dígitos, em função da inflação, aumentos salariais de professores etc.

O que o consumidor pode fazer nesta situação? Caso julgue o índice muito elevado, deve se unir a outros pais e pedir as planilhas de custo, para verificar se o reajuste acompanhou os aumentos de despesas. É importante dialogar honestamente, ou seja, informar a real possibilidade de pagar os novos boletos.

Se não houver condições de assumir este compromisso financeiro – válido por 12 meses –, é possível que tenha de colocar seu filho (a) em uma escola pública. Em médio e longo prazos, a saída é mesmo melhorar a educação universal e gratuita. Escola particular deveria ser opção, não obrigação devido ao descaso com a educação por quase todos os governos.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.