Caixa eletrônico caro

Claudio Considera

03 de fevereiro de 2020 | 09h32

Cada vez mais os bancos empurram os clientes para utilização dos caixas eletrônicos ao pagar contas, sacar, fazer transferências de dinheiro, verificar extratos, e até contratar empréstimos. Por isto, é importante a atualização da regulamentação de tarifas cobradas para uso destes serviços, como pretende o Banco Central. Na realidade defendo que se não é dada outra opção ao consumidor não deve ser cobrado nenhum tipo de tarifa, para uso do caixa eletrônico 24 horas. Ou sai caro seu uso.

Pela Resolução 3919, de 2010, do BC, para quem não tem conta digital é permitida a cobrança de tarifas além de quatro saques no mês. Ou para fazer acima de duas transferências e obter dois extratos nos canais eletrônicos da rede de atendimento do banco

Para uso de serviços como a contratação de crédito por meio do caixa eletrônico o consumidor também paga caro. Ele é iludido pela facilidade na contratação, mas não tem como comparar as taxas de juros cobradas e a TED, geralmente mais elevadas do que na contratação do empréstimo pessoal diretamente com a agência. Sem contar as dificuldades impostas para cancelar o crédito.

E temos que lembrar que o nome de 24 horas para caixa eletrônico deixou de ser realidade por conta da segurança, nos instalados nas agências, que não funcionam mais 24 horas.

Projeto de lei de 2009, que não prosperou, pretendia obrigar as instituições financeiras a informarem aos usuários, no ato da operação, a tarifa cobrada, antes da confirmação de qualquer procedimento nos caixas eletrônicos, para uma decisão consciente ao usar o serviço.

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