Carro elétrico e energias alternativas

Carro elétrico e energias alternativas

Claudio Considera

11 de janeiro de 2021 | 09h28


A notícia de que a Noruega é o primeiro país do mundo em que os carros elétricos já representam mais da metade dos novos emplacamentos em 12 meses é um marco histórico. Deverá impactar os demais países europeus, inicialmente, bem como a indústria do petróleo e a preservação do meio ambiente.

Foto: Pixabay

Os noruegueses não fizeram milagre algum. Simplesmente uma política fiscal vantajosa. É o que as autoridades deveriam fazer no Brasil, não somente em relação ao carro elétrico, mas também às energias alternativas. Já há um bom avanço na eólica, ou seja, dos ventos, com quase 10% do percentual de geração total.

Biomassa está próxima de 9%. Mas, em um país de dimensões continentais com a maior parte de seu território com clima tropical, a energia solar deveria ter uma participação muito maior.

Em lugar de afirmar que o País está quebrado e que não pode fazer nada, o presidente da República deveria aproveitar todas as oportunidades de investimento que há em um mundo assustado pelo rápido aquecimento global. Isso – e não olhar para o lado enquanto queimam a Amazônia e o Cerrado, invadem terras indígenas e de preservação ambiental, e garimpam clandestinamente – atrai investimentos bilionários, gera emprego e mais arrecadação de impostos.

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