Caso Neon serve de alerta para contas digitais

Episódio envolvendo banco parceiro de uma das principais startups financeiras serve de alerta para os cuidados com as contas digitais

Economia & Negócios

07 Maio 2018 | 11h21

Os milenials que mantêm conta digital e controlam as finanças só pelo smartphone devem se  acostumar a salvar e guardar informações sobre saldo e investimentos.

É um cuidado para não ficarem sem informações quando o aplicativo sair do ar. Pois foi o que ocorreu com a maioria dos clientes da Fintech Neon, na última sexta-feira, após a  decretação da liquidação extrajudicial do Banco Neon,  pelo Banco Central, devido a irregularidades da instituição.

Até o aplicativo do Neon voltar a funcionar, na noite de sexta-feira (4),  muitos clientes temiam que suas contas digitais estivessem totalmente bloqueadas. Mas o saque em caixas eletrônicos continuava a funcionar.

Os pagamentos com o uso do cartão de débito estão ocorrendo normalmente. Estão suspensas, no entanto, algumas operações como a transferência de valores para outras contas e pagamentos de boletos. Assim como resgates de aplicações.

Para esses casos, como não há informações sobre o prazo de regularização, cabe fazer uma notificação ao Neon e ao Banco Central para se documentar e poder ir atrás do dinheiro.

Por mais que o Fundo Garantidor de Crédito  (FGC) banque valores de até 250 mil reais, o problema é a indefinição do prazo em que esses recursos serão liberados.

 O cliente lesado pode entrar na Justiça para reclamar seus direitos e pedir liberação rápida do dinheiro retido.

Esse episódio envolvendo banco parceiro de uma das principais startups financeiras serve de alerta para os cuidados com as contas digitais.

 A praticidade deve estar aliada à confiabilidade e segurança de acesso aos recursos depositados e investidos nessas instituições financeiras.

Mais conteúdo sobre:

fintechBanco Neon