Como financiar as mensalidades da universidade particular

Como financiar as mensalidades da universidade particular

Além dos programas oficiais, como o Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), bancos privados oferecem alternativas de empréstimos de emergência que quem está no aperto

Economia & Negócios

30 de janeiro de 2015 | 13h27

 

Após o vestibular, o planejamento financeiro para pagar os estudos (Foto/Estadão)

Financiamento é alternativa quem não tem renda para pagar mensalidades (Foto/Estadão)

Muitos estudantes que têm no crédito universitário a única alternativa para o pagamento do alto custo das mensalidades do ensino superior estão sofrendo as consequências do corte de verbas do crédito educativo por parte do Governo.

Para os que estão entrando agora na faculdade, as dificuldades são grandes para se inscrever no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). O site para inscrições chegou a ficar fora do ar nos últimos dias. Na quinta-feira, voltou a funcionar, mas só pra renovação de quem já está inscrito no programa. Para novos, que entram agora na universidade, a situação ainda é indefinida.

Além dos programas governamentais do Ministério da Educação voltados para o custeio da graduação em universidades privadas conveniadas, alguns bancos privados oferecem crédito para quem quer cursar a graduação. Mas as condições não são tão favoráveis como as do crédito oferecido pelo governo e já poucas opções.

O crédito universitário pode ser contratado por alunos de universidades conveniadas aos bancos que oferecem o financiamento em todo o País. O crédito se aplica principalmente àqueles que não estão conseguindo arcar com o custo total do curso e é possível dividir em até duas vezes cada parcela.

Ou seja, se o financiamento é de 12 mensalidades, o aluno pagará em 24 vezes. Entretanto, cada parcela é mais da metade do valor da mensalidade, já que são cobrados juros. A renovação do financiamento é feita semestralmente, sendo que, na prática, o banco permite o pagamento do valor financiado no dobro do prazo do curso.

O problema é que para contratar o crédito universitário o aluno, junto com seu responsável financeiro, precisa ter renda de pelo menos duas vezes o valor da mensalidade. Os juros médios cobrados ao ano correspondem a mais que 100% dos valores do Fies, sem IOF ou outras taxas.

Há bancos que limitam o empréstimo a uma emergência, para quitar, por exemplo, o último ano ou um período de aperto.

Além dos juros mais baixos, a vantagem do Fies é que depois da conclusão do curso, o tomador de crédito tem prazo de carência para começar a pagar o financiamento, cujo tempo máximo para a quitação da dívida é de até três vezes o período financiado do curso mais 12 meses.

O Fies pode ser contratado na CEF (Caixa Econômica Federal) ou no Banco do Brasil. A cada seis meses, o aluno deverá comprovar o atendimento das exigências do programa para então renovar a matrícula, com o beneficiado podendo mudar de curso uma vez, nos primeiros 18 meses da graduação.

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