Como gastar menos na compra de remédios

Como gastar menos na compra de remédios

Laboratórios dão descontos de até 70% para clientes inscritos em seus programas de fidelização e subsídios do governo reduzem preços em até 90%

Economia & Negócios

17 Dezembro 2014 | 08h58

Descontos dos fabricantes e programas de fidelidade das farmácias podem reduzir peso dos gastos com saúde

Programas de fidelidade das farmácias e descontos de fábrica podem reduzir gastos com saúde

 

Programas de descontos de medicamentos são proibidos no país, mas campanhas de fidelização de pacientes não. Por isso, os laboratórios mantêm programas de fidelização de pacientes, como forma de manter as marcas de seus principais produtos em evidência e não perder espaço para as versões genéricas e similares de seus próprios produtos.

A adesão a esses programas geralmente é feito pelo site das empresas ou por um telefone 0800, identificados nos próprios produtos. O consumidor se inscreve por telefone ou e-mail, e passa a fazer parte do programa dos laboratórios que disponibilizam esse tipo de produto.

Dependendo do medicamento, os descontos chegam até 70%, o que equivale em alguns casos aos preços das versões genéricas. Para quem tem doença crônica, é uma forma de economia a adesão a tais programas de fidelização.

Por conta da concorrência as farmácias não praticam o preço máximo autorizado pelo governo, e também procuram manter programas de fidelidade, oferecendo descontos para os clientes fiéis.

Para quem usa medicamentos para doenças crônicas a saída para reduzir os gastos é pesquisar em diferentes redes de farmácias e drogarias, e não deixar de pechinchar. Há diferenças mesmo dentro da mesma rede, de uma loja para outra. Percebe-se grande margem de negociação e diversas farmácias e drogarias cobrem preços da concorrência. Não deixe de pesquisar preços de genéricos fabricados por diferentes laboratórios, pois há diferenças entre eles.

Consulte seu médico sobre a possibilidade de usar a versão genérica do medicamento, que é mais em conta,  e de usar os remédios que integram os programas governamentais que podem até sair de graça.

Peça para seu médico receitar o medicamento pelo nome do princípio ativo, e não pelo nome de marca. Assim será mais fácil verificar a existência de genéricos e optar pelo mais barato.

Mesmo se da prescrição do medicamento constar o nome de marca, é permitida a troca por medicamento genérico na farmácia, desde que seja feita por farmacêutico, que pode orientar o consumidor.

Pacientes que tratam hipertensão ou diabetes, devem consultar o médico sobre a possibilidade de utilizar um dos medicamentos que constam da lista do Programa Farmácia Popular. Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma, o programa oferece mais 13 tipos de medicamentos com preços até 90 % mais baratos utilizados no tratamento de dislipidemia, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência.

Há medicamentos cujos subsídios do governo permitem a redução de até 90% nos preços. Há uma série de farmácias e drogarias que participam do programa. Procure pelo cartaz exposto no estabelecimento. Para obter esses descontos, é preciso que o paciente leve a receita e tenha em mãos o CPF. Há ainda outros programas dos governos estaduais e municipais que subsidiam o tratamento com remédios.

Leia também:

Novas regras para a compra de medicamentos

Senado rejeita imunidade tributária para medicamentos

Notícias sobre remédios no Estadão

 

 

 

Mais conteúdo sobre:

MedicamentosRemédios