Como se preparar para o pior

Claudio Considera

15 de junho de 2020 | 10h28


O pior está por vir na economia, como comprovaram cálculos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), com base no desempenho do País no primeiro trimestre.

Cortar os gastos e controlar orçamento é a saída

Por isso, é preciso reforçar ainda mais as medidas de controle do orçamento familiar e restrição de consumo. O ano pode terminar com até 20 milhões de desempregados.

O grande desafio será controlar gastos para sobreviver num mercado de emprego escasso e falta de renda. É assustador constatar que alheios a este panorama, consumidores corram para o comércio que está reabrindo em diversas Capitais, apesar da Covid-19 ainda não estar sob controle no País.

Evitar cair na tentação do consumo fácil é a medida mais sensata na atual conjuntura. Ampliar o endividamento é a pior iniciativa.

Rever o padrão de consumo e controlar o uso do cartão de crédito é fundamental para poder quitar a fatura integral mensalmente.

Não use o limite do cheque especial como se fosse parte de sua renda. Mesmo em caso de emergência, dê preferência a outras modalidades mais baratas de crédito.

Há situações em que talvez sejam necessárias medidas como trocar o carro por um modelo mais barato e econômico, suspender a TV por assinatura, trocar marcas de produtos mais caras por mais baratas no supermercado.

Avalie até morar em um lugar mais barato, mudar os filhos de escola ( da particular para a pública), vender o carro, dispensar a empregada ou a diarista para se alcançar o equilíbrio financeiro,

Caso esteja com emprego formal avalie a possibilidade de amortizar dívidas com renda extra, como antecipação do 13º salário, adicional de férias e eventual restituição do Imposto de Renda.

Cuidado com empréstimo com garantia de imóvel. Como há risco de perda do imóvel, deve ser avaliado criteriosamente. Não é a solução para situações de grande endividamento nem para financiar projetos cujo retorno não seja tão seguro.

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