Consumidor não pode pagar conta de luz mais cara por causa da Olimpíada

A Light quer antecipar a revisão tarifária prevista para 2018, alegando que teve que gastar muito com o fornecimento neste período

Economia & Negócios

22 de agosto de 2016 | 11h36

Cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) cumprir o seu papel e não deixar para o consumidor do Rio a conta de energia mais salgada por causa da Olimpíada, como quer a Light. A empresa quer antecipar a revisão tarifária prevista para 2018, alegando que teve que gastar muito com o fornecimento neste período, para garantir o fornecimento de energia para a Rio 2016.

O pedido de revisão tarifária extraordinária não tem data para a apreciação na Aneel. Como divulgou o jornal O Globo, a empresa alega desequilíbrio financeiro pela antecipação de investimentos e, se atendido seu pedido, a conta sobrará para o consumidor residencial, já que o custo de distribuição para os clientes de alta e média tensões é proporcionalmente menor.

São mais de 4 milhões de consumidores que sofreriam o impacto na tarifa, em 31 municípios. O governo diz que repassou R$ 234,7 milhões para que a empresa não repartisse a fatura com o consumidor. Os recursos foram do encargo Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) cobrado na conta de luz. Mas a Light alega que investiu R$ 436,1 milhões para garantir o fornecimento.

Vamos aguardar e torcer para que a Aneel não aceite mais essa sobrecarga no orçamento doméstico.

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