Consumidor x desgoverno

Claudio Considera

23 de agosto de 2021 | 10h15


Na última semana de 2018, o litro da gasolina custava, em média, R$ 4,151. Já passa de R$ 7,30 em alguns Estados.
De janeiro a agosto de 2021, encareceu 51%. Em algumas regiões do Brasil, o gás de cozinha já custa 10% do salário mínimo! Para tentar controlar a inflação, que se aproxima dos dois dígitos na alta em 12 meses, o Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) já aumentou a taxa Selic de 2% para 5,25%, e os operadores do mercado projetam, até dezembro, taxa próxima a 7%.

Risco de apagão. Foto: JF Diório/Estadão


E daí, diria um consumidor que não gostasse do economês? O custo deste governo federal, o tal Custo-Bolsonaro, com ataques às instituições e ideias terríveis como parcelar pagamento de precatórios (dívidas judiciais da área pública com sentença final), está sendo precificado na vida real de todos os brasileiros.

Além disso, a devastação dos biomas brasileiros com estímulo do governo federal, principalmente Amazônia, Cerrado e Pantanal, contribui para a maior seca dos últimos 91 anos. Há risco de apagão, e aumento do uso de termelétricas para geração de energia elétrica. Logo, a conta de luz sobe muito acima da inflação.

O que podemos fazer antes de 2022 (eleições presidenciais)? Um orçamento rígido, minucioso, que nos afaste ao máximo das dívidas, pois os juros estão subindo. Para alimentação, compre produtos de estação. No lazer, dê preferência a despesas que assegurem diversão para toda a família. Troque as lâmpadas para LED, muito mais econômicas. Desligue o stand-by de aparelhos eletrônicos.

Por mais agradável que seja tomar um banho quente mais prolongado em dias frios, tente molhar o corpo, desligar o chuveiro elétrico, ensaboar-se, e ligar a água de novo para enxaguar a espuma. Enfim, faça o que puder, já que vivemos dias de caos econômico e social.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.